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sábado, 28 de fevereiro de 2009

DEPRESSÃO - a dor e a alegria de todos os dias.


Viva a democracia! Pelo menos a depressão é democrática. Pelo menos isso... Hoje eu estava assistendo ao noticiário. Cheguei a pensar em não ver mais o noticiário. Todo dia é tudo igual. Quanta notícia ruim! Crises, demissões em massa, brasileiros no Japão sem dinheiro pra voltar pro Brasil, avião sem freio dianteiro que tem que ficar sobrevoando 2hs pra gastar combustível no ar e pousa "de bico", o policial que mata e degola suas vítimas, que mata gente doente por engano, multas, mosquitos da dengue crescendo nos bairros da cidade, excesso de chuva em alguns lugares, seca desastrosa em outros, desempregos, criminosos, e por aí vai. Se eu ficar aqui escrevendo, eu vou escrever até o ano que vem... Mas por outro lado, eu vi a pessoa mais idosa do mundo, uma senhorinha que faz 129 anos hoje! Vi a alegria do povo dançando música de carnaval na praia, vi gols, vi o bloco das mulheres do Chico (Buarque) e amanhã, gente, é dia de festa, pois a nossa cidade maravilhosa completa 444 anos! Viva nós!

Mãe que compete com a filha pode causar depressão na família.


"- Um dia desses, eu estava dirigindo, voltando para casa e de do nada, devarinho, umas lembranças vieram à minha mente... engraçado, mas frequentemente, quando eu estou dirigindo, pensamentos me vêm na cabeça. Verinha, nossa, mal posso lembrar da expressão de surpresa e horror, que eu acho que devo ter feito, quando ela me mostrou seus braços, todos cortados... logo depois me veio outra cena na mente, a de Silvia, a filha "louca" e rejeitada pela mãe, que acabava com todas as suas "economias". Um dia eu fui atender a Sílvia na casa dela, pois havia quase 20 dias que ela não saía do quarto escuro. Sílvia queria morrer. Bem que havia tentado umas duas vezes. Todo o tempo em que fiquei lá, a mãe não parou de criticá-la e ofendê-la, humilhá-la e compará-la com a outra filha, que só dava alegria em casa... O sinal fechou. Uma criança com o uniforme da escola atravessou a rua com a mãe. Alguma coisa ele disse, porque ela deu um tapa nele e um beliscão no seu braço! Nossa, que coisa! O sinal abriu. Olhei pelo retrovisor e a criança estava aos berros. Me veio o Helio na lembrança. Menino magro, olhos grandes e aflitos, transbordava desespero e agonia. Aperto no peito. Dor na barriga. A mãe grávida, fumando e reclamando do filho, que não só queria dormir e não ia mais pra escola. Quase ao mesmo tempo, pensei na Cíntia, que jogara uma pedra pesada nas costas de sua mãe. Nossa, eu pensei, quanta coisa a gente passa nessa vida... e entre um pensamento e outro, de repente, eu me vi chegando em casa. Estacionei o carro e me dirigi ao elevador."


Sentimentos e emoções fazem parte da nossa vida, mas deprimir não é pra qualquer um. É preciso que tenhamos predisposição genética para isso. Os afortunados - que nascem com genética "boa" e "forte", vão precisar de muitos fatores estressores para conseguirem deprimir, ao passo que os que nascerem com uma genética "carregada", vai viver num equilíbio instável - e a qualquer sopro: deprime. Mas fique calmo, nada como um dia após o outro. Como as coisas mudam! Quantas pessoas eu atendi que passaram por anos tão ruins, com tantos problemas de toda ordem, e que hoje estão tão bem, sorrindo e vendo graça na vida novamente! Eu sempre digo: a gente nunca pode se desesperar. A vida sempre apronta, apontando um novo caminho, uma nova luz, um bom vento... O tratamento vai fazendo você juntar gotinhas de resiliência daqui, riscas de superação dali, e quando você menos espera, a vida vai se abrindo, as cores vão ficando mais brilhantes, a melodia passa a fazer bem ao seu ouvido e ver as pessoas na praia, sorrindo e felizes também passa a te fazer bem de novo! Persistir. Jamais desistir. Quase todo dia eu me deparo com vencedores e vencedoras da vida. Gente que não abriu mão de viver. E que hoje vive com muito prazer.